A mocinha resolveu que devia ser independente. Estudar, trabalhar, ganhar seu próprio dinheiro, ir a todas as festas, essas coisas. Mas não fazia idéia do problemão que estava arrumando. Mesmo trabalhando fora, ela não pôde deixar o papel de responsável pelo lar, e mesmo que tenha uma empregada ou como dizem por aí “secretária do lar”, quando a casa cai a culpa é dela. Não pôde deixar de ser a principal responsável pela família, mesmo que os homens ajudem. E, mesmo que tenha conseguido achar uma empregada perfeita e um pai excelente, ela se culpa por não fazer tudo sozinha e bem, porque um dia, lá no início do mundo, disseram que ela devia ter um marido e cuidar direitinho dele e dos filhos. Motivo da infelicidade: culpa.
Quando a mulher decidiu ser “livre” não sabia que teria que criar seu próprio modelo. Ela vai ter uma pontinha de diferença da mãe, da avó, da bisavó. Ser independente é completamente masculino, então, qual a solução? Pegou o homem como modelo. E, ao invés de copiar só o que é legal, copiou tudo. Decidiu ser idiota como o cara que não liga no dia seguinte, só pra não sofrer. Sofrer é coisa de mulher boba, não se esqueça. A mulher que não sente culpa por abstrair assuntos de dona-de-casa provavelmente está nesse grupo. Motivo da infelicidade: homens e mulheres são diferentes – e essa história de que todas as pessoas são iguais é conversa de gay.
Acredito que a mulher não sabe pra onde ir. Não é feliz sendo masculina, também não é feliz sendo feminina. Sim, porque ai da moça que hoje chegar em casa e disser “já sei o que quero ser da vida, vou ser do lar”. Uma amiga minha tinha esse sonho. Se chama Natália. Se casou esses dias, mas alguns amigos ficaram horrorizados ( eu inclusive). No final, o marido desconfia e, bem, a mulher sente culpa por não cooperar com as despesas de casa, trabalhar fora e ser independente. Pra não falar só às mulheres, os homens também não sabem como lidar com essa nova mulher. Mas acho que eles se sentem menos sobrecarregados ao saber que não são os únicos provedores (R$) da casa. A mulher aumentou a carga de responsabilidade dela e deixou-os mais a vontade.
Mulher não é feliz só tendo sucesso na vida profissional, não se satisfaz sendo uma perfeita do lar e, quando tem as duas atividades, a probabilidade se sentir satisfeita nas duas é quase nula, porque, além dela ser detalhista, os homens, também invocaram de ser perfeccionistas.
Esse negócio de revolução feminina até pode ser legal e cult. Mas, sei lá, a ignorância é uma benção.
Ai ai. Finalmente FÉRIAS. Só da faculdade, mas já ajuda! A vida é muito melhor quando se pode sair todas as noites, dormir a tarde inteira, tomar banho com calma e curtir a vida com um pouquinho de tranquilidade. É maravilhoso comer pipoca e tomar suco de maracujá enquanto se assiste a seção da tarde ou vê as crianças do vizinho brigando, sob a tentativa desesperada da mãe em impedir um desastre.
Então, morrendo de rir, eu me levanto, vou até a cozinha pegar um danoninho e vejo que do lado de fora da casa, uma água cai, e não é chuva. Sim, um vazamento.
Tudo bem, nada acabará com o início da minha primeira semana de férias da faculdade. Sim, sim. FÉRIAS. E para que tudo ocorra bem, proponho o Manual das Férias Perfeitas: como fingir que nada atrapalha sua vida em alguns passos super práticos.
1- Se você não está vendo, é porque o problema não existe.
Esconda todas as contas em uma caixa que você nunca abre. Não olhe os extratos bancários. Leia todos os livros que gosta, assista todos os filmes. Finja que o mundo é uma paz total. Se puder, nem leia seus e-mails, porque muitos deles são problemas via internet.
2- Evite pessoas problemas.
Não se encontre com elas. Não atenda seus telefonemas. Bloqueie-as do msn. Do Orkut e do Twitter. É, esse tópico poderia estar incluso no primeiro item deste manual.
3- Se o problema te persegue, corra.
Alguns problemas, mesmo escondidos em caixas, fazem barulho. Sugestão: leia um livro ou veja um programa retardado de TV. As duas coisas mantêm a mente ocupada em alguma coisa que realmente não são os seus problemas.
4- Você fez tudo certinho, mas o problema saltou exatamente à sua frente.
Você não viu nada, isso é tudo. Sugestão: se não conseguir esquecer o que viu, escute música barulhenta no volume máximo – o suficiente para que você não consiga nem ter uma idéia linear. Se morar em apartamento, sugiro que use fones de ouvido. Você pode fingir não ter problemas, mas não precisa arranjar novos.
5- Você não tem problema nenhum.
Lembre-se disso sempre.
6- O mais importante.
Se prepare para todos os shows. Começando por domingo, compre os ingressos do Jason Mraz. Ok?
Quem vai levanta a mão!
Que ódio gente. Final de ano vai chegando e as festas começam a aparecer. Comprar vestido para ser social e ir em todas as festas é a lama. A gente vê o resultado de todos os Mc Donalds malditos, sorvetes, chicletes e bombons que consumimos ao longo da vida. E os tecidos? São feitos especialmente para marcar todas as gorduras existentes. Nunca mais compro essas merdas.
Galera, não existe nada mais chato nesse planeta do que vida de adulta. Não consigo compreender como as pessoas conseguem passar mais da metade da vida assim. Como é que eu posso me concentrar em final de semestre de faculdade, trabalho, contas, futuro, presente, HEIN? Hoje eu queria mais é que o mundo acabasse em barranco, isso sim. Pra ter o prazer de passar dez dias vendo desenho animado, filmes, dormindo a tarde inteira e jogando videogame. Comendo jujubas, pipocas e muito chocolate. Porque todas as outras coisas do mundo são tão mais legais que minhas obrigações. Hoje, só quero curtir a minha vida. Ainda bem que é sexta-feira.
Estava tão atarefada nos últimos dias que esqueci de falar sobre o Agito Cultural. Coordenado por mim, o evento que aconteceu na primeira semana de novembro, foi uma promoção conjunta das produtoras Emvideo, Arquipélago e do Rec Studio. Tivemos a presença de vários artistas de música, cinema TV e teatro, foi um sucesso!
Fotos:
É culpa do Darwin. Não dá para fugir dele, infelizmente. Principalmente em se tratando de seres do sequisô masculino. Inacreditável como as coisas funcionam.
E você fica sei lá quanto tempo quieta no seu cantinho. Todo mundo quieto lá no canto deles também, levando a vida como bem lhes cabe.
Aí chega um dia que você resolve aceitar um convite para uma saída, e começa a rolar uma coisa legal entre você e a pessoa. Mesmo ela morando onde Judas perdeu as meias. É. Porque as botas já ficaram para trás há muito tempo. Mas você está feliz.
No dia seguinte, todos os homens do mundo resolvem marcar presença. Novos, antigos, ex do ex, aqueles que você achava que eram apenas amiguinhos e uns que você nem nunca encontrou na vida real. E perguntam como você está e você fala. Não conta tudo, é claro. Mas como dizem por aí, um pingo é letra. Muito bem, obrigada. Mas aí, surgem uns seres que você não sabe da onde e começam a querer marcar território também. E você fica sem entender nada do que está acontecendo.
Talvez seja o seu tom de voz, mas e aqueles que você só vê no MSN? Ou o cheiro, ou outra coisa qualquer visível ao instinto. Mas nada disso é provável. Será coincidência? Não acredito. Acho que são planos para tentar te desviar do foco. Daquele que realmente faz o seu coração bater.
“Eu quis te conhecer, mas tenho que aceitar”. Mudou a estação do rádio. Era um domingo comum, com a webcam ligada, enquanto eles, sentados em frente ao computador, se olhavam, morrendo de saudade. No fundo, não queriam pensar em nada, só na vontade de estar juntos. De novo.
Buscavam uma solução para apagar os sentimentos. A verdade é que ela tinha, lá no fundo, a esperança de que ele aparecesse como quem não quer nada. Com seu cheiro inconfundível e o frescor das manhãs de outono, que finalmente pareciam ter chegado. Mas era apenas uma noite de verão. Noite que trazia o sorriso que ela tanto queria ver e de perto.
E seria mais uma daquelas noites que se arrastavam até altas horas, em que eles iriam juntos para a igreja e depois sairiam pelo mundo, ouvindo Jack Jonhson, Danavon Frankenreiter e o Rappa. “Mas ela vai voltar” (sim, também ouviam Charlie Brown).
Mas ela não foi naquele dia. Nem no seguinte. Quem se foi, foi ele. O macarrão deu a passar do ponto, e o suco de pêssego passou a virar água assim que era aberto.
Ele se foi, pra ficar sozinho. Em outro mundo. Não era a primeira vez. Para ser sincero, já tinha se acostumado, até o dia em que ela surgiu. Em que eles se olharam e sabiam o que ia acontecer, sem que nenhum dos dois dissesse palavra. Foram dias felizes, que vão se repetir.
Ele nunca mais ouviu as gargalhadas dela no carro. Não cantou mais com ninguém enquanto sorria pela estrada. Nunca mais sentiu o cheiro dela. A risada alta, que ele gostava tanto, mesmo que às vezes sentisse vergonha da bagunça que ela arrumava em qualquer lugar.
Os olhos pretos e grandes, que sorriam sem que ele precisasse falar alguma coisa.
Nunca mais acordou cedo pra acompanhá-la até o trabalho, nem almoçaram juntos. Nem escutou as reclamações sobre as piadas sem graça que ele fazia, ou os pedidos de mais dez minutos que ela insistia em fazer antes de se encontrarem.
Sete dias de sol vieram, mas ele ainda não voltou para ficar perto dela – Mas a não ser nos sonhos que eles tinham, acordado ou dormindo, durante todo o dia. Durante todos os dias em que estiveram longe um do outro.
A cor da roupa, o corte dos cabelos, o tamanho dos seios. Tudo isso não depende de uma escolha sua – ou não dependia, até o dia em que as revistas de beleza foram criadas. Agora, o que Deus te deu quando você nasceu e sua genética não são tão essenciais para o resultado estético final.
Sempre dá pra aumentar os seios, decidir ser loira, morena ou ruiva. Botar uma lente de contato. Emagrecer, engordar. Afinar o nariz, preencher os lábios, fazer dieta. Se você quiser, pode ser outra pessoa, pelo menos aparentemente.
Tudo depende de suas escolhas. Assim como o que ser quando crescer. Ou com quem casar. Isso é, se você realmente desejar se casar. Ou o que comer no jantar. Li na revista Superinteressante que agora, é possível escolher o sexo dos nossos bebês, antes do nascimento deles.
São decisões demais, algumas tomadas sem nenhum planejamento. Acostumamos com o livre arbítrio que Deus mesmo nos deu, e começamos a achar que podemos escolher tudo. Mas nem tudo é assim… Né?
Se a sua genética lhe der toda a tendência a ser diabético ou a ter um câncer, o máximo que você pode fazer é escolher se cuidar. E se isso não bastar? Hum, aí você percebe que a sua vida não é tão sua quanto parecia. Que você pode escolher se vai ter força ou não, mas não pode escolher se vai morrer de infarto aos 34 ou dormindo, feliz, aos 95 – mas sabe se estará usando um sutiã 48 ou uma calça 46.
Assim parece tão simples: a nossa vida está dividida entre as coisas que podemos decidir e as que não podemos controlar. E ponto. Ou ponto e vírgula: como me incomodam as coisas que eu não sei se são ou não para escolher.
Dá pra deixar de gostar de alguém?
Detesto:
acordar com o barulho do telefone,
esperar o telefonema de alguém que não vai ligar,
atender quem eu não quero,
não imaginar o que o outro está pensando,
saber tudo o que o outro está pensando.
Detesto:
estar no lugar errado, no momento errado com a pessoa errada.
Amo:
sentir que é o tempo , a música e a pessoa certa.
nós mulheres pensamos demais, concorda?
O primeiro a gente nunca esquece. É o que falam por aí. O primeiro qualquer coisa: dia de aula, amor, a primeira bicicleta, namorado, beijo, salário. Até o primeiro idiota.
E por incrível que pareça, eu já não me lembro mais de primeiras vezes que deviam ser importantes. Não me lembro mais como foi meu primeiro banho de chuva, daqueles que a gente toma quando é criança, no quintal de casa. Não lembro mais da primeira dor de amor. Nem quem foi o primeiro que falou que me amava.
Eu não sei contar pra vocês quando foi a primeira vez que eu deitei na grama e olhei as nuvens formando desenhos. Nem quando foi que eu acertei a receita de bolo de baunilha.
Tem “primeiros” que a gente esquece. E outros que ficam guardados aqui, dentro da mente da gente. Como o primeiro beijo no metrô, a primeira vez que ele pegou na minha mão, a primeira vez que a gente se encontrou e a primeira vez que ele foi embora.
Mas o legal é saber que ainda teremos muitas últimas vezes. E é o que me faz abrir um sorriso, mesmo quando chega o dia da despedida. É o que me faz querer, tudo isso de novo.
Essa é a nossa primeira despedida e talvez a primeira vez que eu vou sentir saudade de você de verdade. Volta logo?

Não, nada disso! Me questionaram e vem aí a resposta: não abandonei isso aqui. Eu ando fazendo um curso e, continuo trabalhando muito e esses dias ando ocupada. É. Aquele carinha, que mora perto das Ilhas do Caribe tá aqui no Brasil. No momento, só tenho tempo para ele. Mas fico com saudades de vocês.
Prometo que volto para contar as novidades.
Uma fantasia. Era assim que ele se definia a quem perguntasse (e pouca gente perguntava) Como se todos os dias fossem uma festa, um carnaval, um natal, uma páscoa, dia dos namorados, festa junina… Como se a fantasia fosse uniforme, de todo dia, de ir ao trabalho, à faculdade e ao cinema.
Vestia sua roupa de festa, com lágrima escorrendo no rosto e sorriso estampado na cara, e ia interagir naquele grande baile de máscaras chamado mundo. Ninguém parecia se incomodar com a fantasia alheia. “Cada um é o que parece ser”, era a regra. Fazia todo o sentido encontrar a princesa Diana na fila do pão ou Adão e Eva no bar. Eram máscaras, e nada mais. Para levar a vida de forma que ninguém perguntasse a razão.
Mas meu amigo Drummond falava a verdade quando disse que tinha uma pedra no meio do caminho. A pedra pode se chamar distância, saudade, felicidade. Naquele dia– que ele não sabe mais se fazia sol ou chovia –, alguém olhou nos olhos da moça, enquanto o carro corria e percebeu alguma coisa por trás do disfarce. O palhaço, que a sempre a fazia rir, gelou. Dentro dela, alguma coisa dizia que era isso que queria.(No silêncio que só eles percebiam, era possível ouvir o coração batendo forte nas mãos e o sorriso estampado, quando a máscara finalmente caia no chão da noite.)
“Por quê?”. Foi só o que pensava, para sumir entre aquele estranho baile de máscaras. Alguém quebrou os “pré-conceitos” e encontrou um príncipe por trás do palhaço. A dúvida surgiu. “Por quê?”
Ele não era mais um coelho da páscoa, papai Noel nem o Tarzan. Não, isso não. Ele tirou a máscara. E fez a música parar por um segundo, para que desse tempo de perceber que ele é legal. Muito legal. E depois, olhar dentro dos olhos e falar: ahhhhhh. Não era pra gostar tanto assim de você.

Falávamos de tudo. Riamos. Falávamos de vida, de passado de presente e até de futuro, coisas desse tipo, resumindo, falávamos de nós mesmos. De uma maneira diferente, mas era isso.
Eu, que andava repetindo que “esse negócio de gostar não presta”, gosto dele. Será que é um Reflexo condicionado de Pavlov? Já ouvi falar que essas coisas também acontecem com humanos. Que é útil no tratamento de fobias. E mesmo que a gente saiba que vai se quebrar, algumas coisas têm que acontecer. Como, talvez, o número do sorteio da Mega-Sena ser o que você jogou (hahaha). Como amar a pessoa errada. Como amar a pessoa certa, mas ela ainda não saber disso. Falávamos de música, de Deus, de mudanças. Mas também falávamos de destino.
Na noite passada, enquanto eu dormia, aconchegada no meu lençol elétrico, eu percebi uma coisa meio louca. Me queimei com o lençol. E quando olhei pra minha barriga, três linhas vermelhas que nada mais eram que as marcas dos fios térmicos do bendito lençol. E nem tinha percebido. Tá, e daí?
Daí que é bom estar aconchegada. E vale arriscar me queimar pra ter essa sensação. Então, se tudo vai dar errado daqui a dois minutos, eu quero mais é que se exploda. Eu gosto de estar sorrindo AGORA.
Falávamos bobeiras, mas também falávamos de tempo. O futuro? Ah, o futuro e o passado não existem, foi o que eu ouvi dizer.
Cobaias de Pavlov. Animais de laboratório da Psicologia. Reflexos condicionados.
Quantos choques elétricos eles tomaram antes de aprender a lição?
O Big Mac acabou. Sobrou algumas batatas na mesa.Vamos embora? Vamos. Afinal, mesmo com tanto assunto, tudo o que queríamos era ficar em silêncio.
Ultimamente tenho andado com mais sono do que mereço e sim, saltos altos machucam o pé até certa hora… Não escrevi nada de muito interessante esses dias. Inspiração não faltou, muita coisa boa está acontecendo. Mas quando escrevo, ajo de menos. Essa semana agi demais, pensei demais.
Acho que sou egocêntrica. Esse blog só fala de mim. Tenho um dossiê a meu respeito. Sou terráquea, mulher nascida nos anos 80 que não sabe se cuida da vida, da carreira, do coração, da balança… Se casa, compra uma bicicleta ou leva a sério os conselhos das revistas de beleza. E assim, item por item, se equilibrando entre o neo-feminismo e falta de segurança típica dos 16 anos, acabei comprando um novo tênis hoje.
Descobri que sou que nem criança. Algumas coisas têm que ser mantidas fora do meu alcance. E depois de tentar pegar algumas dúzias de banquinhos e me aventurar no espaço aéreo, acabei me conformando… com a falta de solução do mundo que eu vivo. Em que nós, de 20 e poucos anos vivemos. Velhos demais para sermos adolescentes. Jovens demais para sermos chamados à responsabilidade.
Nova resolução: correr. E que meu novo par de tênis me leve a algum lugar. Seguro.
Não, isso não é um texto, não é uma crônica, nem uma “desculpa por não estar escrevendo no blog”. É apenas um “sim, eu ainda existo – segundo consta”.
Muita coisa pra contar, pouco tempo. Consegui alguns segundos só agora. Estava em êxtase, coisa que ainda vai render muitas palavras soltas aqui no blog.
Ainda vou escrever sobre a alegria que estou sentindo hoje. Aconteceu que minha vida deu uma virada que nem eu estou acreditando. Estou muito feliz com tudo! E, honestamente, não dá pra escrever agora.
Só sei que me sinto feliz, realizada, cansada, feliz, mas voltando para a vidinha em que eu não posso ver o pôr-do-sol por falta de tempo.
A música abaixo define um pouco o que eu queria fazer agora: sair dançando como louca, gritando.
Ai gente. Como sou feliz! Amo todos vocês.
Liguei o MP4, um blues. Uma chuva chata caia, brincando de escorrer no vidro do ônibus. Na cabeça nada, nem amores, nem trabalho, nem faculdade… Só o nada, o blues e a rua. Liberdade é isso. O eu e o nada. Só.
Tem presente que é sorriso. Tem presente que é presença, abraço. Tem presente que é abraço acompanhado de beijo. Tem beijo na bochecha, no nariz, estalado, tem beijo babado, tem beijo molhado. Mas presente também pode ser flor. Rosa vermelha, margarida, orquídea, tulipa. Pode ser um “ei”. Até um “até logo”, só depende da circunstância.
O fato é que presente é bom – desde que não seja de grego. Vai dizer que nunca recebeu um presente que não gostou? Uma meia, uma blusa que não serviu, um perfume mais ou menos ou um CD com a banda que mais odeia?
Presente é o que se responde na hora da chamada, na faculdade. É a condição de estar em algum lugar. É estar sempre ao lado de alguém. E é pra esse alguém sempre presente que nunca se sabe o que dar.
Presentear é dar um pouco de si ao outro.,
Fui presenteada hoje, por alguém que eu não faço idéia de quem seja. Dizia o cartão: “Um relógio verde limão para preencher a parede verde e vazia do seu quarto. Já pintou? Ass: Leitor do seu blog.”
ADOREI viu?

Para quem não sabe, além do jornal, trabalho para três produtoras (Emvideo, Rec Studio e 4 Queijos). Aqui são produzidos filmes de média, longa e curta metragem, vídeos para comerciais de TV e institucionais. A trilha sonora abaixo, foi produzida aqui no Rec Studio. Foi mixagem para o filme Blindness ( Ensaio Sobre a Cegueira), de Fernando Meirelles,baseado no livro de José Saramago.
Confere aí:
Acho que não sirvo pra ser bem resolvida. E a vida é divertida assim. Nunca pensei em engenharia como você, nunca fui exata e prefiro pensar que as nuvens são de algodão. Sou sem noção, criança grande. Tenho devaneios inexplicáveis e sonhos sem nexo.
Confusa, com maliciosa satisfação em confundir. A maioria das vezes não ouço o que me é contado e faço aquela cara de “ahãm”. Vivo no mundo da lua, de Marte, de Saturno. Se pudesse, viveria de Cinema. Assusto as pessoas da minha sala, só porque falei durante a aula de Marketing de Marcas que tem papel higiênico que serve de esfoliante.
Da 1ª a 8ª série fui da turma popular da escola. Do 1º ao 2º ano do ensino médio era a aluna “exemplar”, no terceiro fui a mais bagunceira. Já fui puritana, nerd e ma-gre-la (disso eu tenho saudade. Ô se tenho). Votei no Márcio Lacerda, mas só pra não deixar o Quintão ganhar. Não tomo coca-cola. Almoço sozinha e ouvi alguém dizer que sou obsessiva compulsiva. Já joguei sujo. Já me arrependi de ter feito algo errado. Já pisei em quem estava no chão. E aí eu te falo: você é o feio mais bonito que eu conheço. E isso sim é delírio. Vamos pra Buenos?
O cara é perfect. Gosta das mesmas coisas que você. Canta as mesmas músicas que você assovia o dia inteiro. Fala sobre seus filmes preferidos.
Ele tem aquele nariz do jeitinho que você gosta, o sorriso perfeito e aquele olhar que te derrete inteira. E você pensa que podiam viajar para Buenos Aires no final do ano: você, ele e o Bob Marley(não, não o Bob Marley – hum, se bem que não seria nem um pouco mal! Mas, nesse caso, a alma dele iria junto).
E é então que:
– você nota que ele usa pó-che-te.
– ele assoa o nariz à mesa.
- ele tem bafo
– ele varre o nariz em busca de um tatu. Sempre.
– ele mastiga de boca aberta. E fazendo barulho.
– ele tem um pedacinho de comida no dente (acontece nas melhores famílias, mas é broxante).
– você tem que explicar tudo. Várias vezes.
– e tem que repetir seu nome. Pelo menos umas dez vezes.
Por que é que aquele carinha com asinhas e flecha vive tentando me enganar?
Meu tipo de trabalho envolve uma boa dose de vaidade. Na verdade, acho que todos envolvem, mas trabalhar com redação, e produção de vídeo envolve o ego, às vezes de maneira insuportável. E com inseguranças.
Há um tempo atrás vi uma entrevista da Maria Adelaide Amaral na Marília Gabriela. E ela disse que quando estava apertada no final da última minissérie, não conseguia escrever mesmo, bloqueio total, dizia para si mesma: Maria Adelaide, você não sabe escrever. Você é uma fraude e agora todo mundo vai descobrir.
Bom, é só botar Raquel no lugar. Eu sempre me senti desse jeito. Não o tempo todo, é claro, porque quando você faz um trabalho bom, quando você pega no lápis e a idéia vem, é o extremo oposto. Você se acha o máximo.
Mas quando não vem…
Estou super lerda hoje. Tenho um texto pra fazer aqui pra produtora, mas não to conseguindo pensar.
E agora?
Ele fica estático. Dali me olha com aquela cara. E eu não me espantaria se ele pensasse porque eu estou olhando pra ele com “essa cara” também. Tudo via webcam. Porque quando você estava aqui, do meu lado, essas coisas não aconteciam? Ele sai pra dar uma volta, eu volto para o processo. Volta e meia eu checo pra ver se ele já voltou. Muitas vezes não.Acho que ele ainda não me viu. Ou é muito dissimulado. Chego a pensar em desiludido. Eu também estaria no lugar dele.
E de repente ele faz falta, assim de graça, sem motivo ou razão. Freud com certeza explicaria. Nos conhecemos ha 5 anos. O que eu não consigo entender é como essa saudade pode cismar com uma pessoa mesmo depois de todo esse tempo. Senti sua falta hoje. Sinto sua falta todos os dias. A distância é ínfima mas a desconsideração infinita. A saudade me faz sentir sozinha e triste, mas de um jeito bonito, feito poesia.
Meus pais não moram comigo. O Daniel (meu irmão mais novo) e meu primo viajaram. Só estou eu e o Samuel (irmão mais velho) em casa. Almoçamos fora todos os dias. Saio cedo e volto tarde. Com isso, aprendi algumas coisas sobre prazos de validade. Eles não valem quase nada. Afinal, com duas pessoas apenas em casa, e nenhuma ficando muito tempo lá, é meio complicado fazer um litro de leite ir embora em 2 dias ou consumir um litro de suco em 1dia.
O nariz vira aliado. A coragem, pré-requisito mais que necessário. Se o cheiro está bom, você arrisca virar um tanto no copo e dar um golinho. Mas já fica preparada pra fazer cara feia se estiver com gosto de azedo. Se parece normal você toma o copo inteiro, meio sem pensar se isso vai fazer mal depois.
E nesse cheira-arrisca do dia-a-dia, tem gente que começa a cheirar relacionamentos. Pessoas. E ver se ainda dá pra insistir mais um pouquinho, mesmo que saiba que o prazo de validade já venceu. Às vezes, o gosto chega até ser um pouco diferente, mas você engole entoando a velha frase “o que não mata engorda.”
Sabe-se lá se por comodidade ou simplesmente porque você se ilude acreditando que aquilo pode parecer tão bom como foi um dia… quando você acorda, está tomando leite velho.
Cuidado, insistir no que não dá mais pode ser prejudicial à saúde.
Concorda?

Demorei dois anos e alguns meses para voltar ali. Quando cheguei, ele estava à frente, repetindo as mesmas palavras de algum tempo atrás. Embora me visse chegar, continuou falando e nem se moveu para me dar a mão. Depois de um tempo, passou ao meu lado, dei dois gritos até que me escutasse. Ele sorriu, disse que se sentia bem e mais algumas palavras que não me recordo. Seguiu-se um silêncio de quase três segundos que eu procurava romper com sorrisos, observações e brincadeiras. Ele se foi.
A alguns metros de mim, de repente, uma menina grita. Tudo pára. Alguém tampa os meus olhos e sussurra: “adivinha quem é?”. Lá estava ela. Minha amiga de anos. Uma mistura de alegria com saudade é o tempero do nosso abraço. Enquanto isso, as canções foram se sucedendo e a coreografia também. Começo então a observar.
Mesmo com as muitas mudanças estruturais como o piso novo, o ar-condicionado, a porta de vidro, as luzes e os novos freqüentadores, o lugar continuava o mesmo. Assim como a canções, discursos, gritos e aplausos. Isso me incomodava. Eu sou perdida ou apenas encontrada?
O telefone tocou. Os olhos e os ouvidos se abriram trazendo o alívio. Escapara mais uma vez. Para onde? Nem eu mesma sei. Ainda bem.
Todo mundo diz que quer ser livre, independente e revolucionário. Mas sempre prefere ficar preso. Amarrado a situações desconfortáveis, a atitudes incômodas, evitando a tarefa de lutar por um mundo melhor. Afinal, o que se deve fazer se o mundo já está um caos? E então suportam tudo.
A cada dia, uma nova desculpa para justificar a própria fraqueza. A verdade é que se tem medo. Porque ser livre é bom, desde que possa sempre escapulir quando a coisa apertar. O ser humano deve ser muito fraco mesmo. O desejo de ser livre sempre bate de frente com o medo. E então só restam escolhas.
Quantas pessoas você conhece que continuam imóveis enquanto o mundo gira? Pessoas capazes de mudar e ir atrás do que querem e que podem ser felizes. Mas, se forem, não poderão culpar a mais ninguém.
Eu escolhi revolucionar.
Provos- Amsterdam e o nascimento da contracultura- foi um dos melhores livros que eu já li. Acho que é porque toda aquela rebeldia, movimentos de contestação e planos utópicos dos jovens dos anos 60 me atraem. São exemplos de pessoas que inventaram o espírito de sua época, em sua maioria: malucos, feiticeiros e delinqüentes.
Você é diferente? O que faria se não tivesse medo?
Faz alguns dias que estou fazendo uma pesquisa para o jornal. Lendo todos os jornais já publicados, de 1955 até 2009. O que tenho percebido, é que o mundo mudou. Antigamente, as pessoas ainda lutavam por seus ideais, não se conformavam com a política corrupta e iam às ruas para contestar. O jornalismo não tinha o dever de simplesmente informar. Trazia consciência, espírito de revolução exemplo de luta e inconformismo.
Hoje, percebo que a liberdade é mais importante do que jamais imaginei. Entendo, agora, que ser livre é arriscar ser feliz. Quem não se dá ao trabalho de arriscar já está morto, mesmo que vivo.
“ Não podemos convencer as massas, e talvez sequer nos interesse fazer isso. O que podemos esperar desse bando de apáticas, indolentes, tolas baratas…? É mais fácil o sol surgir no Oeste do que eclodir uma revolução nos países baixos. Somos Provo…por quê, então?Não é certamente para nos entediarmos. Não, nós não fazemos provocações por falta de paz. E por quê? Porque este mundo está cheio, atolado de exércitos, Estados, multidões de policiais e espiões, cavalos de batalhas, muros da vergonha, bases de mísseis, rampas militares, quartéis, mortos de fome, histeria religiosa, burocracias e campos de extermínio…Nós não somos tão ingênuos a ponto de acreditar que possamos transformar este mundo, num piscar de olhos, num lugar ideal. Todos reformadores, inclusive os anarquistas, esqueceram de levar em conta as pessoas, o “fato humano”, como se costuma dizer. O homem médio é um comedor de repolhos, improdutivo, não-criativo, não-original; um imbecil sem espírito crítico que reage de modo emotivo etc.; alguém que se diverte fazendo fila nos guichês. De nosso lado, nós não diremos que todo povo tem o governo que merece ou que desejou, mas acreditamos que a massa dos europeus seja incapaz de evoluir. Posto isso, dizemos: nunca transfiram para outros o seu poder!” – Jornal Provos 1965 –
Nunca coloquei as breves que escrevo para o caderno Prazer EM ajudar aqui. Voltado para publicações de matérias de grandes empresas, que praticam projetos sociais, o Estado de Minas publica o caderno mensalmente, abordando um importante assunto de interesse nacional: o crescente movimento da responsabilidade social das empresas e seu impacto no desenvolvimento sustentável do país, na sociedade, na vida das pessoas e no mundo dos negócios. A publicação antecipa em Minas Gerais a forte tendência do mercado editorial brasileiro pelo tema e chegou a ser, em 2006, um dos quatro finalistas nacionais do VI Prêmio Ethos de Jornalismo – Edição Especial – categoria mídia impressa: jornal e revista. O c aderno, trabalha em convergência com a TV Alterosa, que exibi o quadro Prazer EM Ajudar no Jornal da Alterosa – 2ª edição, também na última terça de cada mês. Na Guarani, o conteúdo do caderno é transmitido por uma semana com seis inserções diárias com conteúdo relativo ao tema, nos sete dias que antecedem a publicação do conteúdo no Estado de Minas e exibição da TV Alterosa. Segue abaixo as breves que escrevo para o caderno:





Queria chegar aos 21 anos pensando que adultos tinham respostas para tudo.
Certo dia me vi adulta e cheia de dúvidas.
Me decepcionei ao descobrir que não existem respostas certas
Nem pessoas completas
Não existem planos que não sofram mudanças
nem ganhos sem renúncias.
Não existe final feliz sem tropeços
Nem escolhas sem arrependimentos.
Talvez crescer seja descobrir que não há respostas…
Acordei e o tempo estava chuvoso. Na dúvida, coloquei um casaco.
Na rua o termômetro marcava 21°C.
Mineiro não pode ver chuva que já bota casaco e quem não é daqui não entende. Mas, gente, se não colocarmos nossos casacos nestes dias eles acabam mofando, sacô?!
Aliás, quem vem ao inverno em Belo Horizonte se sente na Europa, é gente passando com sobretudo, cachecol, boina, luvas…a única coisa destoante é a temperatura de 20°, no máaaaaaaaximo 19°. Mas isso é só um detalhe sem importância, não é mesmo?
De perto ninguém é normal, essa frase é bem antiga, mas como ando mais perto de mim do que de qualquer outra pessoa, às vezes eu me assusto com minhas loucuras. Vamos reunir evidências:
1- Tenho várias bolsas. Azul, rosa, branca, verde, listrada, preta, marrom, com brilho. Combinar com a roupa né? ( Mas nenhuma é Louis Vuitton…rs). Sempre fico perdida porque saio com uma e esqueço coisas importantes em outra. Mas hoje, quando saio de casa e percebo que a bolsa está um pouco pesada, me assusto ao ver que carregava uma sombrinha de FREVO. Sim, aquelas pequenas e coloridas. ( Eu já fiz aula de FREVO Acredita?) hahaha Louca. Mas levemos em conta que isso na verdade pode ser considerado como prevenção. Caso algum cara estranho tente me atacar na rua. E se uma mulher prevenida vale por duas, eu devo valer por um time inteiro de futebol.
2- Eu me peso todo dia 2 vezes. Afinal, preciso saber se comer aquele prato de macarrão fez diferença ou se ao fazer cocô eu emagreço alguma coisa. Obviamente me peso nua, porque a calcinha deve pesar alguns gramas e estou dispensando qualquer grama extra, ok?
3- Adoro cantar, mas sozinha no chuveiro canto Wando e Reginaldo Rossi a plenos pulmões. “Você é luz, é raio estrela e luaaaaaaaar!” ( Isso ás 5h40 da manhã, antes de ir trabalhar)
4- Tenho mania de escrever coisas estranhas, escrevo um blog cheio de devaneios e tenho amigos loucos. Aliás, leitores loucos também, porque é meio loucura ler todas as bobeiras que eu escrevo. Mais loucura ainda é entrar e não comentar. ADORO ler os comentários de todos.
Até que sou relativamente normal.
que a gente acorda cansado. Não há nada que tire a preguiça: nem café, nem a claridade, nem banho…nada.
Tem dias que a gente acorda com cara de travesseiro e vai dormir com cara de edredon. Sei lá como é cara de edredon…vem da mesma família de “nariz de batata”, “bunda de pêra” e por aí vai.
Hoje, aparentemente, é um dia desses.
Ah…não tenho atualizado tanto o blog, por que agora, além de tudo que eu já faço, também estou trabalhando em uma produtora de vídeo. Sim, agora eu sou Pro-du-to-ra. Ok? rs
Clic. Liguei as luzes. Já passava das quatro da manhã e eu ainda estava lá, rolando na cama. O travesseiro incomodava e eu rolava. O sono insistia em espiar de longe. Estava lá, fazendo caretas enquanto gritava pra parar de palhaçada e entrar logo. Não adiantou.
Fiquei impressionada com a minha falta de capacidade de dormir aquela noite. Alguma coisa incomodava lá dentro do meu coração. Quando comecei a cochilar, um barulho de chuva me acordou de novo. Levantei, olhei a janela e não tinha chuva nenhuma. Desliguei o registro de água da casa, vai saber se a caixa d´agua estava vazando né? Mas não era.
Quando deito de novo, olho para a minha cama e ao lado tinha uma bíblia. Para falar a verdade, não sei como ela foi parar lá, que eu me lembre, tinha guardado ela dentro da gaveta, mas resolvi abri-la.
Abri em Mateus 9: 24 “Retirai-vos, que a menina não está morta, mas dorme.” Fechei a bíblia rapidamente e quando abri de novo, saiu em Efésios 5:14 “Por isso diz: Desperta, tu que dormes, e levanta-te dentre os mortos, e Cristo te esclarecerá.” Fiquei meio assustada, mas olhei para cima, e falei a Deus que estava pronta a ouví-lo. Orei por um tempo, chorei e depois de tudo, abri a bíblia novamente. Em Salmos 116:7 dizia: “ Volta, minha alma, para o teu repouso, pois o SENHOR te fez bem”.
E fez mesmo, fui dormir. É, Deus fala comigo!
Sempre penso uma, duas, três vezes antes de escrever.
Meus textos nem sempre são interpretados com fidelidade aos meus sentimentos por quem os lê.
Mas por que devo me importar? Por que devo tentar ser clara para os outros
quando sou um grande mistério para mim mesma?
É na dúvida e na indecisão
que moram os desejos.
Obs: Estou MUIITOOOO romântica hoje. rs
Eu estava vindo para o trabalho no ônibus…quando eu começo assim vocês já sabem que lá vem bomba, né? Já me disseram que as minhas histórias no ônibus dão um livro. De comédia. O Bruno me aconselha todo dia a parar de andar de ônibus:
_Kelzinha, vai por mim. É melhor você desistir. Deve ser um sinal divino, um aviso…é melhor não arriscar, ficar desafiando o destino assim. Sei lá! ( Calma que logo , logo grito aqui no blog que tirei a carteira)
Mas enfim…vinha eu dormindo no ônibus. Quase uma Bela adormecida. Nada era capaz de abalar meu sono, o balaio passava por buracos, dava fechadas nos outros, freadas bruscas e eu lá…cabeça batendo na janelinha. Só não fui confundida com a Bela Adormecida porque princesas da Disney, obviamente, não babam. E meu sono era tão profundo que não garanto a integridade da minha blusa depois.
No meio do meu sonho (sim, eu até sonho no ônibus) o passageiro ao meu lado, um senhor de uns cinquenta e poucos anos, me dá um cutucão:
_Ei! Você vai saltar aonde?
Eu abro os olhos meio zonza e olho pra cara dele. Eu ODEIO que me cutuquem e apesar da óbvia noção de que ele não tinha NADA a ver com meu itinerário, não quis ser mal educada e respondi:
_Na Getúlio Vargas, ainda falta muito.
Aí ele vira com raiva e manda, asperamente:
_É…nunca vi isso. Você está dormindo desde que entrou! Não dormiu à noite, não?!
Acho que minha personalidade ácida e sarcástica está sendo suavizada e ficando restrita ao blog porque, milagrosamente, eu não respondi. Só ri.
Ou vai ver que foi porque a situação era tão surreal, que eu só conseguia pensar em uma frase:
” Vem cá… Te conheço?”
– Um suco de maracujá e uma porção de batatas fritas, por favor.
Ficou sentada à mesa posta na calçada em que ela tanto tropeçava. Rabo de cavalo na cabeça, lenço de tigre no pescoço, descendo pelo ombro, quase tocando o chão. Tomou cada gole do suco de maracujá como se fosse uma bebida forte, como se absorvesse toda a quietude da tarde sem cor.
Naquele momento se sentia uma Bela Flor. Que não conseguia entender os grupos de adolescentes que passavam lá, sorrindo e falando besteiras, mas longe o bastante para não serem ouvidos.
Optava por não ver os casais apaixonados que cruzavam sua frente, simplesmente como se não existissem. Olhava através das coisas e das pessoas, com uma cara de desdém que nunca se desfazia.
O garçom deixou a refeição sobre a mesa. Se é que aquilo podia ser chamado de refeição. Passou a engolir o que estava à sua frente, sem prazer e sem fome. Seguiu mastigando as batatas, sem se recordar que era seu prato preferido – porque era a comida que sua mãe sempre fazia quando queria agradar.
Se sentia linda, deslizando pela rua com seus óculos escuros gigantescos e o lenço de tigre balançando com o vento. Uma pessoa com controle total e absoluto de seus sentimentos, até porque não os tinha. Caminhou pela rua sem prestar atenção a nada, sem se ater ao pequeno rapaz que pedia dinheiro e a senhora que lhe ofereceu um doce caseiro barato.
Entrou em casa sem se importar com o vizinho que a espiava pela fresta da porta, sem se perguntar de quem seria aquele envelope na sua caixa de correio. Deixou a bolsa e a correspondência sobre a mesa e foi ao banheiro. Abriu a porta do armário atrás do espelho. Ufa. Ainda estava lá. Num pote de vidro com formol, seu coração. Bem guardado, para o momento em que se permitisse, pela primeira vez, perder o controle. E viver de verdade.
Ela era apenas uma Bela Flor, como diria Maria Gadu:
“Que dance a linda flor girando por aí
Sonhando com amor sem dor, amor de flor
Querendo a flor que é, no sonho a flor que vem
Ser duplamente flor, encanta colore e faz bem”
Tenho uma matéria hoje no caderno de Informática do Jornal Estado de Minas, página 3, com o tema “Videos em todo lugar”. Gosto muito de escrever sobre Web 2.0. Mas, como em quase todos os serviços que faço, desviar-me da complicação do que até é fácil de perceber, para mim, por vezes, torna-se um trabalho árduo. Difícil até contra mim própria, que tenho um pouco a “mania” de querer formular toda a informação a cada parágrafo. Tenho dificuldades em escrever simples para o meu leitor, de maneira a que a pirâmide invertida faça efeito e percepcione a quem lê o artigo um entendimento simples. Mesmo assim, fica aí o Print da minha matéria.


Para quem não sabe, agora também sou Jornalista da Revista Pura.
Chiqueeeee! hahahaha


“O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece. Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; não folga com a injustiça, mas folga com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.” I Cortíntios 13: 4 a 7
Acho que nada melhor que a Bíblia para descrever o amor. Embora seja um tanto quanto subjetivo demais. Talvez venha dessa inexplicação que é esse sentimento. Ninguém sabe de onde veio nem para onde vai quando se acaba. Mas todo mundo sabe quando o amor se instala de mala e cuia.
Às vezes a gente se engana e acha que ama, só porque quer amar. Mas não basta querer. Tem que saber esperar. Ah, e como a gente espera. Espera tanto para, um dia, encontrar a felicidade no outro. Para ser chamada para dançar, no meio da sala de estar, ao som de Bela Flor.
Porque amar é ser feliz a cada pequena coisa que se faz junto ao bem amado. É dar um pedaço de si e receber um pedaço que não encaixa exatamente no lugar… mas que faz um bem danado, melhor até que quando se era inteiro.
Talvez Paulo esteja certo em ser subjetivo. Não há como explicar, objetivamente, o inexplicável.
“Em cada um de nós existem três pessoas: a que nós achamaos que somos; a que os outros pensam que somos; e a que Deus sabe que somos.” (Leonard Ravenhill)
Eu ia escrever uma história enorme agora, mas preferi não falar nada. Deus sabe a intenção do meu coração, e o tempo vai dizer o que eu estou fazendo.

Os olhos dela insistiam em brilhar e acreditar. Mesmo sabendo que o seu sonho é muito complicado. Mesmo sabendo que no caminho ela teria muitas dúvidas e incertezas. Mas o olho dela sabia. O problema era que o mundo parecia tão pequeno para suportar tantos sonhos e, ao mesmo tempo, tão grande para ser percorrido.
O problema era que a vida parecia curta demais para ser desperdiçada. O problema era que o olho insistia em brilhar. E desejar. O problema era que ela queria o impossível. O problema era que a impossibilidade de fazer tudo ao mesmo tempo dava nela mais vontade ainda de alcançar cada desejo. E que a impossibilidade de resolver toda essa confusão a deixava maluca.
Mas o olho dela brilhava só de pensar. De pensar em ser jornalista. De pensar em mudar o mundo com a sua profissão. O problema era que o olho brilhava. Talvez isso só fosse se resolver quando o olho fechasse de vez. Ah, como ela sonha!
Meu Deus. Ter um blog é uma coisa muito complicada. Porque querido leitor, o caso é que eu gosto mesmo é de escrever quando a coisa tá péssima ou boa demais. Parece que as palavras saem mais fáceis quando se está imerso em algum tipo de sentimento. Se a vida anda nos eixos, se nenhum fato muito interessante aconteceu, se está tudo normal, do que então eu falaria? Sobre como colocar as minhocas no anzol é que não. Nem sobre os domingos em que eu vou à igreja, nem sobre o último filme que eu nem terminei de assistir. Poderia ser do último livro lido, mas não sei se vocês iam ter saco. Gripe suína não me interessa, Sarney também não. Veja, não sobra muito. Daí fico assim, que nem mongol olhando a tela e penso: – Que tédio!
que a gente tem que crescer. Sempre acreditei nisso. Mas essa evolução é natural. Talvez você nem perceba. Quando menos espera, ela acontece. No caso da minha, foi justamente quando me vi sem emprego e sem namorado que tudo aconteceu. Acho que cresci, quando descobri o que eu quero e, mais que isso, o que eu não quero pra preencher os meus dias, agora tão cheios de mim mesma. Mais ou menos como uma chance de começar tudo de novo, do zero, fazendo as coisas do jeito que eu considero certo, e não como disseram que ia ser. Eu, talvez pela primeira vez na vida, finalmente sei o que estou fazendo, e você, não faz a mínima idéia do que estou falando. Vou dormir, até amanhã.
Ai gente. Tem tanta coisa que eu quero e não sei o que é. Tem o que eu sei que eu quero, mas parece tão difícil, mesmo quando não é.
Eu quero uma tarde no mato, uma barra de chocolate, uma toalha xadrez pra deitar em cima. Uma meia pra andar pela casa quando tudo der errado, um quarto com parede verde limão e uma coleção de Barbie de novo.
Uma companhia agradável, ninguém me dizendo o que deve ser feito, alguém pra me dizer o que fazer, um robô doméstico, café na cama com suco de laranja que nem propaganda de margarina.
Eu quero fazer só o que eu efetivamente quero, sem pensar se os outros vão gostar ou não. Eu quero levar em conta só o que eu quero fazer, num comportamento egoísta que minha educação cristã me impede de seguir. E eu quero falar o que quiser, mesmo que ninguém me entenda.
Quero só poder deitar de barriga pra cima na grama, olhando as nuvens. Um abraço apertado, um carinho na cabeça, um colo de mãe, menos 10 quilos, uma pizza beeeeeem grande, uma noite bem estrelada.
Ai gente. Pode ser que daqui a cinco minutos eu queira exatamente o contrário. E aí, eu quero poder querer tudo diferente.









