O primeiro a gente nunca esquece. É o que falam por aí. O primeiro qualquer coisa: dia de aula, amor, a primeira bicicleta, namorado, beijo, salário. Até o primeiro idiota.
E por incrível que pareça, eu já não me lembro mais de primeiras vezes que deviam ser importantes. Não me lembro mais como foi meu primeiro banho de chuva, daqueles que a gente toma quando é criança, no quintal de casa. Não lembro mais da primeira dor de amor. Nem quem foi o primeiro que falou que me amava.
Eu não sei contar pra vocês quando foi a primeira vez que eu deitei na grama e olhei as nuvens formando desenhos. Nem quando foi que eu acertei a receita de bolo de baunilha.
Tem “primeiros” que a gente esquece. E outros que ficam guardados aqui, dentro da mente da gente. Como o primeiro beijo no metrô, a primeira vez que ele pegou na minha mão, a primeira vez que a gente se encontrou e a primeira vez que ele foi embora.
Mas o legal é saber que ainda teremos muitas últimas vezes. E é o que me faz abrir um sorriso, mesmo quando chega o dia da despedida. É o que me faz querer, tudo isso de novo.
Essa é a nossa primeira despedida e talvez a primeira vez que eu vou sentir saudade de você de verdade. Volta logo?

Não, nada disso! Me questionaram e vem aí a resposta: não abandonei isso aqui. Eu ando fazendo um curso e, continuo trabalhando muito e esses dias ando ocupada. É. Aquele carinha, que mora perto das Ilhas do Caribe tá aqui no Brasil. No momento, só tenho tempo para ele. Mas fico com saudades de vocês.
Prometo que volto para contar as novidades.
Uma fantasia. Era assim que ele se definia a quem perguntasse (e pouca gente perguntava) Como se todos os dias fossem uma festa, um carnaval, um natal, uma páscoa, dia dos namorados, festa junina… Como se a fantasia fosse uniforme, de todo dia, de ir ao trabalho, à faculdade e ao cinema.
Vestia sua roupa de festa, com lágrima escorrendo no rosto e sorriso estampado na cara, e ia interagir naquele grande baile de máscaras chamado mundo. Ninguém parecia se incomodar com a fantasia alheia. “Cada um é o que parece ser”, era a regra. Fazia todo o sentido encontrar a princesa Diana na fila do pão ou Adão e Eva no bar. Eram máscaras, e nada mais. Para levar a vida de forma que ninguém perguntasse a razão.
Mas meu amigo Drummond falava a verdade quando disse que tinha uma pedra no meio do caminho. A pedra pode se chamar distância, saudade, felicidade. Naquele dia– que ele não sabe mais se fazia sol ou chovia –, alguém olhou nos olhos da moça, enquanto o carro corria e percebeu alguma coisa por trás do disfarce. O palhaço, que a sempre a fazia rir, gelou. Dentro dela, alguma coisa dizia que era isso que queria.(No silêncio que só eles percebiam, era possível ouvir o coração batendo forte nas mãos e o sorriso estampado, quando a máscara finalmente caia no chão da noite.)
“Por quê?”. Foi só o que pensava, para sumir entre aquele estranho baile de máscaras. Alguém quebrou os “pré-conceitos” e encontrou um príncipe por trás do palhaço. A dúvida surgiu. “Por quê?”
Ele não era mais um coelho da páscoa, papai Noel nem o Tarzan. Não, isso não. Ele tirou a máscara. E fez a música parar por um segundo, para que desse tempo de perceber que ele é legal. Muito legal. E depois, olhar dentro dos olhos e falar: ahhhhhh. Não era pra gostar tanto assim de você.

Falávamos de tudo. Riamos. Falávamos de vida, de passado de presente e até de futuro, coisas desse tipo, resumindo, falávamos de nós mesmos. De uma maneira diferente, mas era isso.
Eu, que andava repetindo que “esse negócio de gostar não presta”, gosto dele. Será que é um Reflexo condicionado de Pavlov? Já ouvi falar que essas coisas também acontecem com humanos. Que é útil no tratamento de fobias. E mesmo que a gente saiba que vai se quebrar, algumas coisas têm que acontecer. Como, talvez, o número do sorteio da Mega-Sena ser o que você jogou (hahaha). Como amar a pessoa errada. Como amar a pessoa certa, mas ela ainda não saber disso. Falávamos de música, de Deus, de mudanças. Mas também falávamos de destino.
Na noite passada, enquanto eu dormia, aconchegada no meu lençol elétrico, eu percebi uma coisa meio louca. Me queimei com o lençol. E quando olhei pra minha barriga, três linhas vermelhas que nada mais eram que as marcas dos fios térmicos do bendito lençol. E nem tinha percebido. Tá, e daí?
Daí que é bom estar aconchegada. E vale arriscar me queimar pra ter essa sensação. Então, se tudo vai dar errado daqui a dois minutos, eu quero mais é que se exploda. Eu gosto de estar sorrindo AGORA.
Falávamos bobeiras, mas também falávamos de tempo. O futuro? Ah, o futuro e o passado não existem, foi o que eu ouvi dizer.
Cobaias de Pavlov. Animais de laboratório da Psicologia. Reflexos condicionados.
Quantos choques elétricos eles tomaram antes de aprender a lição?
O Big Mac acabou. Sobrou algumas batatas na mesa.Vamos embora? Vamos. Afinal, mesmo com tanto assunto, tudo o que queríamos era ficar em silêncio.
Ultimamente tenho andado com mais sono do que mereço e sim, saltos altos machucam o pé até certa hora… Não escrevi nada de muito interessante esses dias. Inspiração não faltou, muita coisa boa está acontecendo. Mas quando escrevo, ajo de menos. Essa semana agi demais, pensei demais.
Acho que sou egocêntrica. Esse blog só fala de mim. Tenho um dossiê a meu respeito. Sou terráquea, mulher nascida nos anos 80 que não sabe se cuida da vida, da carreira, do coração, da balança… Se casa, compra uma bicicleta ou leva a sério os conselhos das revistas de beleza. E assim, item por item, se equilibrando entre o neo-feminismo e falta de segurança típica dos 16 anos, acabei comprando um novo tênis hoje.
Descobri que sou que nem criança. Algumas coisas têm que ser mantidas fora do meu alcance. E depois de tentar pegar algumas dúzias de banquinhos e me aventurar no espaço aéreo, acabei me conformando… com a falta de solução do mundo que eu vivo. Em que nós, de 20 e poucos anos vivemos. Velhos demais para sermos adolescentes. Jovens demais para sermos chamados à responsabilidade.
Nova resolução: correr. E que meu novo par de tênis me leve a algum lugar. Seguro.
Não, isso não é um texto, não é uma crônica, nem uma “desculpa por não estar escrevendo no blog”. É apenas um “sim, eu ainda existo – segundo consta”.
Muita coisa pra contar, pouco tempo. Consegui alguns segundos só agora. Estava em êxtase, coisa que ainda vai render muitas palavras soltas aqui no blog.
Ainda vou escrever sobre a alegria que estou sentindo hoje. Aconteceu que minha vida deu uma virada que nem eu estou acreditando. Estou muito feliz com tudo! E, honestamente, não dá pra escrever agora.
Só sei que me sinto feliz, realizada, cansada, feliz, mas voltando para a vidinha em que eu não posso ver o pôr-do-sol por falta de tempo.
A música abaixo define um pouco o que eu queria fazer agora: sair dançando como louca, gritando.
Ai gente. Como sou feliz! Amo todos vocês.
Liguei o MP4, um blues. Uma chuva chata caia, brincando de escorrer no vidro do ônibus. Na cabeça nada, nem amores, nem trabalho, nem faculdade… Só o nada, o blues e a rua. Liberdade é isso. O eu e o nada. Só.
Tem presente que é sorriso. Tem presente que é presença, abraço. Tem presente que é abraço acompanhado de beijo. Tem beijo na bochecha, no nariz, estalado, tem beijo babado, tem beijo molhado. Mas presente também pode ser flor. Rosa vermelha, margarida, orquídea, tulipa. Pode ser um “ei”. Até um “até logo”, só depende da circunstância.
O fato é que presente é bom – desde que não seja de grego. Vai dizer que nunca recebeu um presente que não gostou? Uma meia, uma blusa que não serviu, um perfume mais ou menos ou um CD com a banda que mais odeia?
Presente é o que se responde na hora da chamada, na faculdade. É a condição de estar em algum lugar. É estar sempre ao lado de alguém. E é pra esse alguém sempre presente que nunca se sabe o que dar.
Presentear é dar um pouco de si ao outro.,
Fui presenteada hoje, por alguém que eu não faço idéia de quem seja. Dizia o cartão: “Um relógio verde limão para preencher a parede verde e vazia do seu quarto. Já pintou? Ass: Leitor do seu blog.”
ADOREI viu?

Para quem não sabe, além do jornal, trabalho para três produtoras (Emvideo, Rec Studio e 4 Queijos). Aqui são produzidos filmes de média, longa e curta metragem, vídeos para comerciais de TV e institucionais. A trilha sonora abaixo, foi produzida aqui no Rec Studio. Foi mixagem para o filme Blindness ( Ensaio Sobre a Cegueira), de Fernando Meirelles,baseado no livro de José Saramago.
Confere aí:
Acho que não sirvo pra ser bem resolvida. E a vida é divertida assim. Nunca pensei em engenharia como você, nunca fui exata e prefiro pensar que as nuvens são de algodão. Sou sem noção, criança grande. Tenho devaneios inexplicáveis e sonhos sem nexo.
Confusa, com maliciosa satisfação em confundir. A maioria das vezes não ouço o que me é contado e faço aquela cara de “ahãm”. Vivo no mundo da lua, de Marte, de Saturno. Se pudesse, viveria de Cinema. Assusto as pessoas da minha sala, só porque falei durante a aula de Marketing de Marcas que tem papel higiênico que serve de esfoliante.
Da 1ª a 8ª série fui da turma popular da escola. Do 1º ao 2º ano do ensino médio era a aluna “exemplar”, no terceiro fui a mais bagunceira. Já fui puritana, nerd e ma-gre-la (disso eu tenho saudade. Ô se tenho). Votei no Márcio Lacerda, mas só pra não deixar o Quintão ganhar. Não tomo coca-cola. Almoço sozinha e ouvi alguém dizer que sou obsessiva compulsiva. Já joguei sujo. Já me arrependi de ter feito algo errado. Já pisei em quem estava no chão. E aí eu te falo: você é o feio mais bonito que eu conheço. E isso sim é delírio. Vamos pra Buenos?
O cara é perfect. Gosta das mesmas coisas que você. Canta as mesmas músicas que você assovia o dia inteiro. Fala sobre seus filmes preferidos.
Ele tem aquele nariz do jeitinho que você gosta, o sorriso perfeito e aquele olhar que te derrete inteira. E você pensa que podiam viajar para Buenos Aires no final do ano: você, ele e o Bob Marley(não, não o Bob Marley – hum, se bem que não seria nem um pouco mal! Mas, nesse caso, a alma dele iria junto).
E é então que:
– você nota que ele usa pó-che-te.
– ele assoa o nariz à mesa.
- ele tem bafo
– ele varre o nariz em busca de um tatu. Sempre.
– ele mastiga de boca aberta. E fazendo barulho.
– ele tem um pedacinho de comida no dente (acontece nas melhores famílias, mas é broxante).
– você tem que explicar tudo. Várias vezes.
– e tem que repetir seu nome. Pelo menos umas dez vezes.
Por que é que aquele carinha com asinhas e flecha vive tentando me enganar?
Meu tipo de trabalho envolve uma boa dose de vaidade. Na verdade, acho que todos envolvem, mas trabalhar com redação, e produção de vídeo envolve o ego, às vezes de maneira insuportável. E com inseguranças.
Há um tempo atrás vi uma entrevista da Maria Adelaide Amaral na Marília Gabriela. E ela disse que quando estava apertada no final da última minissérie, não conseguia escrever mesmo, bloqueio total, dizia para si mesma: Maria Adelaide, você não sabe escrever. Você é uma fraude e agora todo mundo vai descobrir.
Bom, é só botar Raquel no lugar. Eu sempre me senti desse jeito. Não o tempo todo, é claro, porque quando você faz um trabalho bom, quando você pega no lápis e a idéia vem, é o extremo oposto. Você se acha o máximo.
Mas quando não vem…
Estou super lerda hoje. Tenho um texto pra fazer aqui pra produtora, mas não to conseguindo pensar.
E agora?
Ele fica estático. Dali me olha com aquela cara. E eu não me espantaria se ele pensasse porque eu estou olhando pra ele com “essa cara” também. Tudo via webcam. Porque quando você estava aqui, do meu lado, essas coisas não aconteciam? Ele sai pra dar uma volta, eu volto para o processo. Volta e meia eu checo pra ver se ele já voltou. Muitas vezes não.Acho que ele ainda não me viu. Ou é muito dissimulado. Chego a pensar em desiludido. Eu também estaria no lugar dele.
E de repente ele faz falta, assim de graça, sem motivo ou razão. Freud com certeza explicaria. Nos conhecemos ha 5 anos. O que eu não consigo entender é como essa saudade pode cismar com uma pessoa mesmo depois de todo esse tempo. Senti sua falta hoje. Sinto sua falta todos os dias. A distância é ínfima mas a desconsideração infinita. A saudade me faz sentir sozinha e triste, mas de um jeito bonito, feito poesia.
Meus pais não moram comigo. O Daniel (meu irmão mais novo) e meu primo viajaram. Só estou eu e o Samuel (irmão mais velho) em casa. Almoçamos fora todos os dias. Saio cedo e volto tarde. Com isso, aprendi algumas coisas sobre prazos de validade. Eles não valem quase nada. Afinal, com duas pessoas apenas em casa, e nenhuma ficando muito tempo lá, é meio complicado fazer um litro de leite ir embora em 2 dias ou consumir um litro de suco em 1dia.
O nariz vira aliado. A coragem, pré-requisito mais que necessário. Se o cheiro está bom, você arrisca virar um tanto no copo e dar um golinho. Mas já fica preparada pra fazer cara feia se estiver com gosto de azedo. Se parece normal você toma o copo inteiro, meio sem pensar se isso vai fazer mal depois.
E nesse cheira-arrisca do dia-a-dia, tem gente que começa a cheirar relacionamentos. Pessoas. E ver se ainda dá pra insistir mais um pouquinho, mesmo que saiba que o prazo de validade já venceu. Às vezes, o gosto chega até ser um pouco diferente, mas você engole entoando a velha frase “o que não mata engorda.”
Sabe-se lá se por comodidade ou simplesmente porque você se ilude acreditando que aquilo pode parecer tão bom como foi um dia… quando você acorda, está tomando leite velho.
Cuidado, insistir no que não dá mais pode ser prejudicial à saúde.
Concorda?

Demorei dois anos e alguns meses para voltar ali. Quando cheguei, ele estava à frente, repetindo as mesmas palavras de algum tempo atrás. Embora me visse chegar, continuou falando e nem se moveu para me dar a mão. Depois de um tempo, passou ao meu lado, dei dois gritos até que me escutasse. Ele sorriu, disse que se sentia bem e mais algumas palavras que não me recordo. Seguiu-se um silêncio de quase três segundos que eu procurava romper com sorrisos, observações e brincadeiras. Ele se foi.
A alguns metros de mim, de repente, uma menina grita. Tudo pára. Alguém tampa os meus olhos e sussurra: “adivinha quem é?”. Lá estava ela. Minha amiga de anos. Uma mistura de alegria com saudade é o tempero do nosso abraço. Enquanto isso, as canções foram se sucedendo e a coreografia também. Começo então a observar.
Mesmo com as muitas mudanças estruturais como o piso novo, o ar-condicionado, a porta de vidro, as luzes e os novos freqüentadores, o lugar continuava o mesmo. Assim como a canções, discursos, gritos e aplausos. Isso me incomodava. Eu sou perdida ou apenas encontrada?
O telefone tocou. Os olhos e os ouvidos se abriram trazendo o alívio. Escapara mais uma vez. Para onde? Nem eu mesma sei. Ainda bem.
Todo mundo diz que quer ser livre, independente e revolucionário. Mas sempre prefere ficar preso. Amarrado a situações desconfortáveis, a atitudes incômodas, evitando a tarefa de lutar por um mundo melhor. Afinal, o que se deve fazer se o mundo já está um caos? E então suportam tudo.
A cada dia, uma nova desculpa para justificar a própria fraqueza. A verdade é que se tem medo. Porque ser livre é bom, desde que possa sempre escapulir quando a coisa apertar. O ser humano deve ser muito fraco mesmo. O desejo de ser livre sempre bate de frente com o medo. E então só restam escolhas.
Quantas pessoas você conhece que continuam imóveis enquanto o mundo gira? Pessoas capazes de mudar e ir atrás do que querem e que podem ser felizes. Mas, se forem, não poderão culpar a mais ninguém.
Eu escolhi revolucionar.
Provos- Amsterdam e o nascimento da contracultura- foi um dos melhores livros que eu já li. Acho que é porque toda aquela rebeldia, movimentos de contestação e planos utópicos dos jovens dos anos 60 me atraem. São exemplos de pessoas que inventaram o espírito de sua época, em sua maioria: malucos, feiticeiros e delinqüentes.
Você é diferente? O que faria se não tivesse medo?
Faz alguns dias que estou fazendo uma pesquisa para o jornal. Lendo todos os jornais já publicados, de 1955 até 2009. O que tenho percebido, é que o mundo mudou. Antigamente, as pessoas ainda lutavam por seus ideais, não se conformavam com a política corrupta e iam às ruas para contestar. O jornalismo não tinha o dever de simplesmente informar. Trazia consciência, espírito de revolução exemplo de luta e inconformismo.
Hoje, percebo que a liberdade é mais importante do que jamais imaginei. Entendo, agora, que ser livre é arriscar ser feliz. Quem não se dá ao trabalho de arriscar já está morto, mesmo que vivo.
“ Não podemos convencer as massas, e talvez sequer nos interesse fazer isso. O que podemos esperar desse bando de apáticas, indolentes, tolas baratas…? É mais fácil o sol surgir no Oeste do que eclodir uma revolução nos países baixos. Somos Provo…por quê, então?Não é certamente para nos entediarmos. Não, nós não fazemos provocações por falta de paz. E por quê? Porque este mundo está cheio, atolado de exércitos, Estados, multidões de policiais e espiões, cavalos de batalhas, muros da vergonha, bases de mísseis, rampas militares, quartéis, mortos de fome, histeria religiosa, burocracias e campos de extermínio…Nós não somos tão ingênuos a ponto de acreditar que possamos transformar este mundo, num piscar de olhos, num lugar ideal. Todos reformadores, inclusive os anarquistas, esqueceram de levar em conta as pessoas, o “fato humano”, como se costuma dizer. O homem médio é um comedor de repolhos, improdutivo, não-criativo, não-original; um imbecil sem espírito crítico que reage de modo emotivo etc.; alguém que se diverte fazendo fila nos guichês. De nosso lado, nós não diremos que todo povo tem o governo que merece ou que desejou, mas acreditamos que a massa dos europeus seja incapaz de evoluir. Posto isso, dizemos: nunca transfiram para outros o seu poder!” – Jornal Provos 1965 –
Nunca coloquei as breves que escrevo para o caderno Prazer EM ajudar aqui. Voltado para publicações de matérias de grandes empresas, que praticam projetos sociais, o Estado de Minas publica o caderno mensalmente, abordando um importante assunto de interesse nacional: o crescente movimento da responsabilidade social das empresas e seu impacto no desenvolvimento sustentável do país, na sociedade, na vida das pessoas e no mundo dos negócios. A publicação antecipa em Minas Gerais a forte tendência do mercado editorial brasileiro pelo tema e chegou a ser, em 2006, um dos quatro finalistas nacionais do VI Prêmio Ethos de Jornalismo – Edição Especial – categoria mídia impressa: jornal e revista. O c aderno, trabalha em convergência com a TV Alterosa, que exibi o quadro Prazer EM Ajudar no Jornal da Alterosa – 2ª edição, também na última terça de cada mês. Na Guarani, o conteúdo do caderno é transmitido por uma semana com seis inserções diárias com conteúdo relativo ao tema, nos sete dias que antecedem a publicação do conteúdo no Estado de Minas e exibição da TV Alterosa. Segue abaixo as breves que escrevo para o caderno:





Queria chegar aos 21 anos pensando que adultos tinham respostas para tudo.
Certo dia me vi adulta e cheia de dúvidas.
Me decepcionei ao descobrir que não existem respostas certas
Nem pessoas completas
Não existem planos que não sofram mudanças
nem ganhos sem renúncias.
Não existe final feliz sem tropeços
Nem escolhas sem arrependimentos.
Talvez crescer seja descobrir que não há respostas…
Acordei e o tempo estava chuvoso. Na dúvida, coloquei um casaco.
Na rua o termômetro marcava 21°C.
Mineiro não pode ver chuva que já bota casaco e quem não é daqui não entende. Mas, gente, se não colocarmos nossos casacos nestes dias eles acabam mofando, sacô?!
Aliás, quem vem ao inverno em Belo Horizonte se sente na Europa, é gente passando com sobretudo, cachecol, boina, luvas…a única coisa destoante é a temperatura de 20°, no máaaaaaaaximo 19°. Mas isso é só um detalhe sem importância, não é mesmo?
De perto ninguém é normal, essa frase é bem antiga, mas como ando mais perto de mim do que de qualquer outra pessoa, às vezes eu me assusto com minhas loucuras. Vamos reunir evidências:
1- Tenho várias bolsas. Azul, rosa, branca, verde, listrada, preta, marrom, com brilho. Combinar com a roupa né? ( Mas nenhuma é Louis Vuitton…rs). Sempre fico perdida porque saio com uma e esqueço coisas importantes em outra. Mas hoje, quando saio de casa e percebo que a bolsa está um pouco pesada, me assusto ao ver que carregava uma sombrinha de FREVO. Sim, aquelas pequenas e coloridas. ( Eu já fiz aula de FREVO Acredita?) hahaha Louca. Mas levemos em conta que isso na verdade pode ser considerado como prevenção. Caso algum cara estranho tente me atacar na rua. E se uma mulher prevenida vale por duas, eu devo valer por um time inteiro de futebol.
2- Eu me peso todo dia 2 vezes. Afinal, preciso saber se comer aquele prato de macarrão fez diferença ou se ao fazer cocô eu emagreço alguma coisa. Obviamente me peso nua, porque a calcinha deve pesar alguns gramas e estou dispensando qualquer grama extra, ok?
3- Adoro cantar, mas sozinha no chuveiro canto Wando e Reginaldo Rossi a plenos pulmões. “Você é luz, é raio estrela e luaaaaaaaar!” ( Isso ás 5h40 da manhã, antes de ir trabalhar)
4- Tenho mania de escrever coisas estranhas, escrevo um blog cheio de devaneios e tenho amigos loucos. Aliás, leitores loucos também, porque é meio loucura ler todas as bobeiras que eu escrevo. Mais loucura ainda é entrar e não comentar. ADORO ler os comentários de todos.
Até que sou relativamente normal.
que a gente acorda cansado. Não há nada que tire a preguiça: nem café, nem a claridade, nem banho…nada.
Tem dias que a gente acorda com cara de travesseiro e vai dormir com cara de edredon. Sei lá como é cara de edredon…vem da mesma família de “nariz de batata”, “bunda de pêra” e por aí vai.
Hoje, aparentemente, é um dia desses.
Ah…não tenho atualizado tanto o blog, por que agora, além de tudo que eu já faço, também estou trabalhando em uma produtora de vídeo. Sim, agora eu sou Pro-du-to-ra. Ok? rs
Clic. Liguei as luzes. Já passava das quatro da manhã e eu ainda estava lá, rolando na cama. O travesseiro incomodava e eu rolava. O sono insistia em espiar de longe. Estava lá, fazendo caretas enquanto gritava pra parar de palhaçada e entrar logo. Não adiantou.
Fiquei impressionada com a minha falta de capacidade de dormir aquela noite. Alguma coisa incomodava lá dentro do meu coração. Quando comecei a cochilar, um barulho de chuva me acordou de novo. Levantei, olhei a janela e não tinha chuva nenhuma. Desliguei o registro de água da casa, vai saber se a caixa d´agua estava vazando né? Mas não era.
Quando deito de novo, olho para a minha cama e ao lado tinha uma bíblia. Para falar a verdade, não sei como ela foi parar lá, que eu me lembre, tinha guardado ela dentro da gaveta, mas resolvi abri-la.
Abri em Mateus 9: 24 “Retirai-vos, que a menina não está morta, mas dorme.” Fechei a bíblia rapidamente e quando abri de novo, saiu em Efésios 5:14 “Por isso diz: Desperta, tu que dormes, e levanta-te dentre os mortos, e Cristo te esclarecerá.” Fiquei meio assustada, mas olhei para cima, e falei a Deus que estava pronta a ouví-lo. Orei por um tempo, chorei e depois de tudo, abri a bíblia novamente. Em Salmos 116:7 dizia: “ Volta, minha alma, para o teu repouso, pois o SENHOR te fez bem”.
E fez mesmo, fui dormir. É, Deus fala comigo!
Sempre penso uma, duas, três vezes antes de escrever.
Meus textos nem sempre são interpretados com fidelidade aos meus sentimentos por quem os lê.
Mas por que devo me importar? Por que devo tentar ser clara para os outros
quando sou um grande mistério para mim mesma?
É na dúvida e na indecisão
que moram os desejos.
Obs: Estou MUIITOOOO romântica hoje. rs
Eu estava vindo para o trabalho no ônibus…quando eu começo assim vocês já sabem que lá vem bomba, né? Já me disseram que as minhas histórias no ônibus dão um livro. De comédia. O Bruno me aconselha todo dia a parar de andar de ônibus:
_Kelzinha, vai por mim. É melhor você desistir. Deve ser um sinal divino, um aviso…é melhor não arriscar, ficar desafiando o destino assim. Sei lá! ( Calma que logo , logo grito aqui no blog que tirei a carteira)
Mas enfim…vinha eu dormindo no ônibus. Quase uma Bela adormecida. Nada era capaz de abalar meu sono, o balaio passava por buracos, dava fechadas nos outros, freadas bruscas e eu lá…cabeça batendo na janelinha. Só não fui confundida com a Bela Adormecida porque princesas da Disney, obviamente, não babam. E meu sono era tão profundo que não garanto a integridade da minha blusa depois.
No meio do meu sonho (sim, eu até sonho no ônibus) o passageiro ao meu lado, um senhor de uns cinquenta e poucos anos, me dá um cutucão:
_Ei! Você vai saltar aonde?
Eu abro os olhos meio zonza e olho pra cara dele. Eu ODEIO que me cutuquem e apesar da óbvia noção de que ele não tinha NADA a ver com meu itinerário, não quis ser mal educada e respondi:
_Na Getúlio Vargas, ainda falta muito.
Aí ele vira com raiva e manda, asperamente:
_É…nunca vi isso. Você está dormindo desde que entrou! Não dormiu à noite, não?!
Acho que minha personalidade ácida e sarcástica está sendo suavizada e ficando restrita ao blog porque, milagrosamente, eu não respondi. Só ri.
Ou vai ver que foi porque a situação era tão surreal, que eu só conseguia pensar em uma frase:
” Vem cá… Te conheço?”
– Um suco de maracujá e uma porção de batatas fritas, por favor.
Ficou sentada à mesa posta na calçada em que ela tanto tropeçava. Rabo de cavalo na cabeça, lenço de tigre no pescoço, descendo pelo ombro, quase tocando o chão. Tomou cada gole do suco de maracujá como se fosse uma bebida forte, como se absorvesse toda a quietude da tarde sem cor.
Naquele momento se sentia uma Bela Flor. Que não conseguia entender os grupos de adolescentes que passavam lá, sorrindo e falando besteiras, mas longe o bastante para não serem ouvidos.
Optava por não ver os casais apaixonados que cruzavam sua frente, simplesmente como se não existissem. Olhava através das coisas e das pessoas, com uma cara de desdém que nunca se desfazia.
O garçom deixou a refeição sobre a mesa. Se é que aquilo podia ser chamado de refeição. Passou a engolir o que estava à sua frente, sem prazer e sem fome. Seguiu mastigando as batatas, sem se recordar que era seu prato preferido – porque era a comida que sua mãe sempre fazia quando queria agradar.
Se sentia linda, deslizando pela rua com seus óculos escuros gigantescos e o lenço de tigre balançando com o vento. Uma pessoa com controle total e absoluto de seus sentimentos, até porque não os tinha. Caminhou pela rua sem prestar atenção a nada, sem se ater ao pequeno rapaz que pedia dinheiro e a senhora que lhe ofereceu um doce caseiro barato.
Entrou em casa sem se importar com o vizinho que a espiava pela fresta da porta, sem se perguntar de quem seria aquele envelope na sua caixa de correio. Deixou a bolsa e a correspondência sobre a mesa e foi ao banheiro. Abriu a porta do armário atrás do espelho. Ufa. Ainda estava lá. Num pote de vidro com formol, seu coração. Bem guardado, para o momento em que se permitisse, pela primeira vez, perder o controle. E viver de verdade.
Ela era apenas uma Bela Flor, como diria Maria Gadu:
“Que dance a linda flor girando por aí
Sonhando com amor sem dor, amor de flor
Querendo a flor que é, no sonho a flor que vem
Ser duplamente flor, encanta colore e faz bem”
Tenho uma matéria hoje no caderno de Informática do Jornal Estado de Minas, página 3, com o tema “Videos em todo lugar”. Gosto muito de escrever sobre Web 2.0. Mas, como em quase todos os serviços que faço, desviar-me da complicação do que até é fácil de perceber, para mim, por vezes, torna-se um trabalho árduo. Difícil até contra mim própria, que tenho um pouco a “mania” de querer formular toda a informação a cada parágrafo. Tenho dificuldades em escrever simples para o meu leitor, de maneira a que a pirâmide invertida faça efeito e percepcione a quem lê o artigo um entendimento simples. Mesmo assim, fica aí o Print da minha matéria.


Para quem não sabe, agora também sou Jornalista da Revista Pura.
Chiqueeeee! hahahaha


“O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece. Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; não folga com a injustiça, mas folga com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.” I Cortíntios 13: 4 a 7
Acho que nada melhor que a Bíblia para descrever o amor. Embora seja um tanto quanto subjetivo demais. Talvez venha dessa inexplicação que é esse sentimento. Ninguém sabe de onde veio nem para onde vai quando se acaba. Mas todo mundo sabe quando o amor se instala de mala e cuia.
Às vezes a gente se engana e acha que ama, só porque quer amar. Mas não basta querer. Tem que saber esperar. Ah, e como a gente espera. Espera tanto para, um dia, encontrar a felicidade no outro. Para ser chamada para dançar, no meio da sala de estar, ao som de Bela Flor.
Porque amar é ser feliz a cada pequena coisa que se faz junto ao bem amado. É dar um pedaço de si e receber um pedaço que não encaixa exatamente no lugar… mas que faz um bem danado, melhor até que quando se era inteiro.
Talvez Paulo esteja certo em ser subjetivo. Não há como explicar, objetivamente, o inexplicável.
“Em cada um de nós existem três pessoas: a que nós achamaos que somos; a que os outros pensam que somos; e a que Deus sabe que somos.” (Leonard Ravenhill)
Eu ia escrever uma história enorme agora, mas preferi não falar nada. Deus sabe a intenção do meu coração, e o tempo vai dizer o que eu estou fazendo.

Os olhos dela insistiam em brilhar e acreditar. Mesmo sabendo que o seu sonho é muito complicado. Mesmo sabendo que no caminho ela teria muitas dúvidas e incertezas. Mas o olho dela sabia. O problema era que o mundo parecia tão pequeno para suportar tantos sonhos e, ao mesmo tempo, tão grande para ser percorrido.
O problema era que a vida parecia curta demais para ser desperdiçada. O problema era que o olho insistia em brilhar. E desejar. O problema era que ela queria o impossível. O problema era que a impossibilidade de fazer tudo ao mesmo tempo dava nela mais vontade ainda de alcançar cada desejo. E que a impossibilidade de resolver toda essa confusão a deixava maluca.
Mas o olho dela brilhava só de pensar. De pensar em ser jornalista. De pensar em mudar o mundo com a sua profissão. O problema era que o olho brilhava. Talvez isso só fosse se resolver quando o olho fechasse de vez. Ah, como ela sonha!
Meu Deus. Ter um blog é uma coisa muito complicada. Porque querido leitor, o caso é que eu gosto mesmo é de escrever quando a coisa tá péssima ou boa demais. Parece que as palavras saem mais fáceis quando se está imerso em algum tipo de sentimento. Se a vida anda nos eixos, se nenhum fato muito interessante aconteceu, se está tudo normal, do que então eu falaria? Sobre como colocar as minhocas no anzol é que não. Nem sobre os domingos em que eu vou à igreja, nem sobre o último filme que eu nem terminei de assistir. Poderia ser do último livro lido, mas não sei se vocês iam ter saco. Gripe suína não me interessa, Sarney também não. Veja, não sobra muito. Daí fico assim, que nem mongol olhando a tela e penso: – Que tédio!
que a gente tem que crescer. Sempre acreditei nisso. Mas essa evolução é natural. Talvez você nem perceba. Quando menos espera, ela acontece. No caso da minha, foi justamente quando me vi sem emprego e sem namorado que tudo aconteceu. Acho que cresci, quando descobri o que eu quero e, mais que isso, o que eu não quero pra preencher os meus dias, agora tão cheios de mim mesma. Mais ou menos como uma chance de começar tudo de novo, do zero, fazendo as coisas do jeito que eu considero certo, e não como disseram que ia ser. Eu, talvez pela primeira vez na vida, finalmente sei o que estou fazendo, e você, não faz a mínima idéia do que estou falando. Vou dormir, até amanhã.
Ai gente. Tem tanta coisa que eu quero e não sei o que é. Tem o que eu sei que eu quero, mas parece tão difícil, mesmo quando não é.
Eu quero uma tarde no mato, uma barra de chocolate, uma toalha xadrez pra deitar em cima. Uma meia pra andar pela casa quando tudo der errado, um quarto com parede verde limão e uma coleção de Barbie de novo.
Uma companhia agradável, ninguém me dizendo o que deve ser feito, alguém pra me dizer o que fazer, um robô doméstico, café na cama com suco de laranja que nem propaganda de margarina.
Eu quero fazer só o que eu efetivamente quero, sem pensar se os outros vão gostar ou não. Eu quero levar em conta só o que eu quero fazer, num comportamento egoísta que minha educação cristã me impede de seguir. E eu quero falar o que quiser, mesmo que ninguém me entenda.
Quero só poder deitar de barriga pra cima na grama, olhando as nuvens. Um abraço apertado, um carinho na cabeça, um colo de mãe, menos 10 quilos, uma pizza beeeeeem grande, uma noite bem estrelada.
Ai gente. Pode ser que daqui a cinco minutos eu queira exatamente o contrário. E aí, eu quero poder querer tudo diferente.
Eu tive um namorado “cörte” aos 15 nos. Ele se chamava Jean, foi o meu primeiro amor. Fui apaixonada por ele dos 12 aos 15. E nós tivemos um romance lindo e viajamos por várias vezes, mochilando no verão, todo um filme adolescente, praticamente. Mas eu nunca o beijei. Sério! Mas era tão bonitinho! Foi sim. Verdade verdadeira.Depois nós terminamos porque, sinceramente a inviabilidade era óbvia. Principalmente nos tempos da comunicação via cartas, porque era assim que era, né? Antes das internetis e uébi-cams.
Pois então. Não é que mexendo nuns guardados, procurando sei lá o quê, não acho uma pilha de cartas da pessoa? Uma pilha. Literalmente. Tão fofas, tão doces, igual doce de leite com muito açúcar.
E levo para as minhas tias lerem e darem risada. E elas amam. Claro, né.
E a desvairada da minha prima, toca a me azucrinar para escrever pro moço. E me enche o saco todo santo dia. O tempotodosemfim. Escreve-escreve-escreve, uma ladainha.
Não, ainda não escrevi, isso foi anteontem. Nem sei se a pessoa mora no mesmo lugar, né? Que lá se vão (ui) 6 anos. De qualquer forma, até hoje tenho contato com ele. Via eme-esse-êne. Olha, para não fugir da verdade, devo dizer que temos relações cordiais até hoje e nos falamos de vez em quando (de vez em quando significando uma vez a cada dois ou três meses).
Que medo!
Ai viu. Me explica? Porque é que eu fico amiga de todo mundo. Até das pessoas que conheço na fila da bilheteria do cinema? Encontro três vezes com a fulaninha, fico um tempão sem ver. As conversas continuam, de vez em quando pelo eme-esse-ê-ne. Na maior naturalidade. Sei não se é uma boa política. Mas. Sou assim.
E tem esse aí. Um carinha que conheci esse ano ( não posso falar onde, senão mata a charada). Que era para durar dois copos de suco de acerola, durou algumas horas. E contamos quase a nossa vida toda um pro outro, muitas, muitas gargalhadas. Adorei a pessoa. Mesmo. Tanto, que imediatamente coloquei na gaveta de amigos especiais, quero nada com essa pessoa, não, atração zero, bora sair para conversar e dar risada. Só isso. Então. Pessoa não concordou com isso, não. Disse que não queria ser meu amigo, aquele “papo” básico de homem quando está interessado. Porque como diz a minha queridíssima amiga Ludmila, pode cair fogo do céu, e alagar a terra, mas quando homem quer, ninguém segura.
Pois então. Me deu um super trabalho, conversar com a pessoa e explicar que só vejo como amigo. Beleza. Assunto encerrado. Pensei que o problema tinha se resolvido. Mas não. Pessoa me liga. E me fala: podemos continuar amigos? Na maior naturalidade. E eu, aceito. É claro. Sei não se é uma boa política. Mas. Sou assim.
Eu sei. Eu sei. Preciso escrever alguma coisa nesse blog. Tenho cada vez menos, expressado meus “devaneios” aqui. As poucas pessoas que ainda passam, devem estar achando que morri. Morri não. Não tenho postado coisas tão interessantes, porque, sinceramente, não tenho pensado. Desliguei o botão da criatividade que fica no lado direito da parte de trás da minha cabeça. Não me pergunte como, porque eu não tenho a mínima idéia, mas acho que o botão estragou. Se você souber de alguma assistência técnica confiável, me indique. Ok? Acho que estou sobrevivendo apenas com o botão AUTOMÁTICO. Fome, comida, sono, dormir, internet, acordar, trabalhar. Etc.
Eu sei que esse negócio de auto-análise é um saco. Mas, acho que uso o blog pra isso. Escrevo sobre minha vida, meu trabalho, minhas paixões, meus sonhos. Quase todo dia, o tempo todo. E as conclusões que tiro de tudo é que eu mudei. Em uma média de 5 anos acho que, completamente. Já briguei por muita coisa que não faz a mínima diferença na minha vida hoje. Lembro de coisas que já fiz, que JAMAIS faria de novo.
Tipo, ligar para namorado 5634554 vezes por dia( Acreditem, eu já fiz isso). Desmerecer alguém que goste de mim(É, eu também já fiz isso). Gente, eu já exagerei na hora de cortar a franja, já usei roupa de skatista, já gostei de Oficina G3, cismei que seria cantora e chorei por babacas. Hoje lembro e me arrependo de quase tudo. E o mais legal, é que sei que daqui a 5 anos, vou olhar para trás e me sentir ridícula de novo. Isso se chama evolução. Sei que ainda preciso mexer nuns baús, mas, por enquanto, deixa lá. A única certeza que eu tenho é que preciso voltar para a academia.

fui assistir a mostra “Um Toque de Lubitsch”, do cineasta alemão Ernst Lubitsch. É muito, muito bom. E a entrada é franca. Mesmo se fosse pago, valeria cada centavo do ingresso e mais. Um trabalho muito bem feito, que merece reconhecimento. Uma coisa bem difícil de atingir. Ah…tenho algumas novidades para contar para vocês. Mas estou esperando o momento certo. ( Sei lá quem lê isso aqui, né?)
No final da tarde de quinta-feira, entrevistei a cantora Fernanda Takai (aquela do PatoFu) na TV. Sou muito fã dela e acabei ficando muito nervosa. O Marcos, um amigo, fez um vídeo amador de algumas partes da entrevista, mas como morro de vergonha, cortei algumas partes que apareço. haahahha. O vídeo inteiro demora muito para postar no WordPress, então coloquei só alguns trechinhos. Dá uma olhada aí:

Final de semana, passei em um salão, perto de casa para fazer as unhas. Pois então, estava lá feliz e contente realçando minha beleza, quando uma moça, mo-re-na, chegou e disse que queria o cabelo igual o da Paris Hilton. A Carla, dona do salão, disse: Não tem branco como o da Paris, mas igual ao dela ( complicado, né?). A cabeleireira fez o que pôde. Cortou, escovou, pranchou, descoloriu. Ficou ótimo.
A moça se olhou no espelho, se despediu e foi embora. Depois de dois minutos, ela voltou. Chamou a Carla para conversar em particular e reclamou que não tinha ficado exatamente igual ao da Paris Hilton, a franja estava mais curta e blá blá blá. Enquanto isso, a manicure me contou que essa menina é meio doida, a cada dia quer parecer uma atriz famosa diferente.
Aí vem a minha pergunta: querer se transformar em outra pessoa porquê? Tudo falta de auto estima que somada à admiração vai se transformando em inveja das cabulosas. Na verdade, ela não quer ficar parecida a Paris Hilton, ela quer ser a Paris Hilton. E isso, querida, só se nascer de novo.
Exagero? Sabe qual a cor do carro dela? Rosa. Como o de quem?A manicure ainda acrescentou que a cliente sempre fala “ só vou descansar, quando me tornar famosa também”.

Acho que o COMEÇAR é o mais difícil, sempre. Em tudo ou quase tudo, o início é que é mais doloroso. Nesse mercado tão concorrido da comunicação, conseguir dar início ao contato com o mundo do jornalismo, está sendo uma descoberta dolorosa onde a ansiedade insiste em palpitar e o desejo de vir a preencher um lugar no posto hilário do “Sou a voz do mundo” grita.
Trabalhar no Jornal Estado de Minas foi a melhor coisa que me aconteceu. E, a nível profissional, novos caminhos surgiram. O mais difícil na minha área é ter a iniciativa de fazer contatos. Lembro até hoje, do meu primeiro dia. HAHAHA. Como todos os primeiros dias, sempre mais emotivo, mais esperado e o que nos enche de orgulho por ter conseguido tal lugar. Acho que de todos, foi o dia mais expectante, já que tudo era diferente e desconhecido.
Abri mão da Rádio OIFM, onde também funcionava a MTV Minas, a Líder 99,9 FM e outros veículos de comunicação para ir para o jornal. Na verdade, estava trocando um trabalho que eu considerava hiper legal por outro que eu não tinha certeza alguma do que ia acontecer. Confesso que fiquei com o coração na mão. Na verdade, a minha esperança e o que havia me encorajado a fazer isso, era a esperança de crescer profissionalmente e ser reconhecida.
Agora vem a confissão: Tive muito medo. Confesso que na primeira semana queria desistir. Medo de errar, de me acharem uma péssima profissional. Depois de três meses na Comunicação Interna dos Diários Associados ( TV Alterosa, Alterosa Cinevideo, Teatro Alterosa, Guarani FM, Revista Ragga, Revista HIT, VRUM, Lugar Certo e DZAI), fui transferida para o que eu mais queria: A Redação! Nossa. Acho que o prédio do jornal ficou assustado com o tanto que eu comemorava. Sai gritando, pulando, dançando como uma doida.
No dia que saiu uma pequena matéria minha quase chorei de felicidade. Fiquei tão contente por fazer uma “caixa”, vulgo pequeno não assinado com cerca de 800 caracteres. Mas o que verdadeiramente me atormentava na primeira semana na Redação do Jornal Estado de Minas foi o fato de saber que podia fazer melhor, mas que, como em tudo, ainda agia de forma tímida, dando erros, os típicos erros de quem ainda está a começar.
Toda a informação jornalística é baseada nos princípios da simplicidade, precisão e concisão. Quando entrei na Redação, estava acostumada com o estilo de texto de escola e faculdade. Sempre escrevi de forma mais literária. Foi-me um pouco difícil adequar a minha escrita a textos mais objetivos.
Não estou dizendo que o jornal utiliza uma linguagem diferente, mas uma linguagem prática, contudo diferente do que eu estava habituada. Começando pela utilização do Manual de Redação. Onde as palavras Bairro, Rua, Avenida são maiúsculas, o nome do Jornal Estado de Minas tem que ser sempre em negrito, colunas como Grita Geral em itálico.
No jornal, eles não usam um Word normal, como eu estava habituada. Usam o Dateline. Nesse programa, se você fecha a janela no X, perde tudo. Tem que salvar com Shift+F4, formatar com Crtl+Q, e fechar com F4. Você não salva os arquivos em Meus Documentos ou em pastas. Salva tudo no Dateline. No Personal quando o arquivo ainda não está pronto, no EGE.Antecip quando a matéria ainda tem um prazo e no EGE.Revisão quando está pronta para ser publicada. E pra completar as tantas regras do jornal, ainda veio às novas regras ortográficas. Ideia não tem mais acento, assim como Assembleia, plateia, colmeia, boleia, Coreia, boia, paranoia a e apoio. Os hiatos s hiatos “oo” e “ee” não são mais acentuados.
Bom, essa declaração toda de amor só para dizer: meu chefe me falou hoje que…que…que…meu contrato que se encerraria dia 13, é renovado. Rá! Continuo no jornal!

Fui pedida em namoro ontem. Sim! Com aquela mesma frase de sempre: quer namorar comigo? O cara era até bonitinho, inteligente, formado, alto, elegante, sabe se vestir e blá blá blá. Ele até que me deu uma balançada na hora. Mas sei lá viu? Não quis. Medo. Lisonjeiro? Sim. Mas, né?
O mais engraçado de tudo é que na sexta-feira, eu estava aqui em casa, conversando com a minha cunhada (namorada do Daniel) falando que agora é a hora de parar de gracinhas e encontrar um cara legal ( como se fosse apenas uma decisão! Hahaha).Então, mas certas características devem estar presentes no cara como: ser decidido, ter senso de humor, inteligência, faixa etária máxima de 29 anos, beleza, ( Não acha que vou fazer caridade, né?) etc.
O Thadeu, um ex-vizinho, me falou hoje: Quem escolhe demais, acaba sozinha. Depois de um tempo, fiquei pensando: Será mesmo?
Certo, queridos. Respira bem fundo Raquel. Conta até 5.000, se necessário. Calma, muita calma nessa hora. Só vou fazer decisões equilibradas. Um, dois , três e já!

Acordei cedo aquele sábado. Fiz um rabo de cavalo, coloquei a roupa de ginástica, liguei o MP3, calcei o tênis mais confortável que tinha e fui correr. Só conseguia pensar nas calorias que preciso perder. E não são poucas.
Comecei a provar que podia. Queria mostrar pra mim mesma que era capaz. Dei mais um passo. Dei vários passos. Rápidos. Mas não era fácil. Os joelhos ardiam, a barriga doía. Mas continuava, porque sempre acreditei que a minha teimosia era sinônimo de perseverança.
Então aumentava os passos. Pra esquecer do mundo. E a corrida, acabou se tornando uma fuga. E enquanto aumentava os passos, um velhinho me alcançou. E continuei, lado a lado, a caminhar. “Se correr assim, vai acabar cansando. Vá devagar para andar mais” disse o velho, num sorriso amável, mas sem dentes.
- Tenho pressa em perder alguns quilos. Você sabe né? Arrumar namorado, gordinha, complicado!
Continuei correndo. Mesmo que o joelho insistisse em se fazer notar e que a perna quisesse dar uma pausa para descanso de vez em quando.
Mas ninguém te julga quando você é uma pessoa que voa. E agora corro só pra abrir o sorriso (com dentes, inclusive os sisos) depois.

Não, calma. Não ainda. Só no dia 13 do mês que vem. É que ontem foi aniversário do homem da minha vida! Sim, sim, sim! Aniversário do M-E-U papai! Fizemos um churrasco em casa. A família toda reunida, todo mundo feliz comemorando os 48 anos e mais de 48 cabelos brancos do velho. Minha relação com ele é muito forte. Acho que temos muito incomum, fisicamente e em vários aspectos da alma. Eu sou a única filhA dele e talvez por isso a relação sempre foi mais legal. Papai! Você é o CARA! Muito obrigado por me fazer a filha mais orgulhosa do planeta terra!
Passou na floricultura e comprou as flores do campo mais bonitas que encontrou. Eram suas preferidas: simples, mas capazes de dizer tudo o que não ficou claro no capítulo 10.
Perguntou ao porteiro onde iria encontrá-lo. Rua D, número 777. “Quando chegar lá, é só descer sete palmos.”
Parou em frente ao túmulo. Deixou as flores e pediu desculpas por deixá-lo ir.
Tem uns assuntos que nunca se esgotam. Por mais batidos que sejam e por mais que já saibamos todas as respostas. Eles querem saber. Algumas pessoas ficaram ansiosas por esse post. ( Engraçado né?) E confesso que tinha pensado em algo genial, que tinha até gracinhas e trocadilhos sobre o capítulo 10. Mas decidi resumir de forma bem simples e não render muito a história dessa comédia quase romântica.
(Capítulo 10)
Parte 4:
Um lugar qualquer, um dia qualquer. Mundo real. Cena 1
Eu li seu texto no blog. As coisas para você são tão mais fáceis. Você é cheia de pontos finais. Querendo me matar né? Não faz isso não, me deixa em coma, mas não me mate! Para mim, a vida vai ser sempre cheia de reticências. Você sabe que gosto mesmo é do que fica nas entrelinhas, do que ainda não foi falado…
Três pontinhos – que já estão enchendo a paciência.
Parte 5:
Um lugar qualquer, um dia qualquer. Mundo real. Cena 2
Quem você pensa que é para aparecer piscando nessa janela e acenando? Quer me guardar na caixinha é? Não quero mais essa história. Vamos ser amiguinhos. Ok? Sei lá. Não tem explicação, ou tem. Você agiu de forma estranha. Um amigo até me perguntou: mas era príncipe ou era ogro? Príncipe, respondi. Mas não era o meu príncipe, então já era. E a pessoa se empolgou toda e eu, ai. Eu nem sabia muito bem o que fazer ou dizer. Apesar de só terem sido alguns encontros. É, na verdade, alguns MUITOS encontros para tão pouco tempo, acho que encorajei né?
Parte 6:
Um lugar qualquer, um dia qualquer. Mundo real. Cena 3
Já que você decidiu assim. Quem sou eu pra influenciar a sua opinião moça ponto final, sou apenas um rapaz reticências.
Um lugar qualquer, um dia qualquer. Mundo real. Cena 4
E aquela história do tu te tornas eternamente responsável e blá blá blá… Maldito livro. Não acredito nisso, não. Ponto final.Mesmo que eu trema do pé á cabeça ao seu lado. E que não saiba muito bem o que fazer- ou saiba tão perfeitamente que qualquer outra atitude pareça completamente sem sentido.
Ai, ai. Só comigo, só comigo, sóoooo comigo. Dizem que tá na novela, né? Não sei. Não assisto. Esta é a minha vida. Roteiro de novela. Blah.
Segunda-feira. Meu pai em casa, fato raríssimo (para quem não sabe, ele se mudou já faz um tempo e minha mãe também, mesmo ela sendo mais presente aqui em casa) todo mundo tomando café da manhã junto. Foi ótimo – durante os sete primeiros minutos.
Acordo às 7h40 da manhã com o furdunço na casa. Anda pra lá, anda pra cá, berra aqui, grita acolá, e eu, que tinha ido dormir às 2h da manhã, estou de pé. No quarto, tentando me arrumar para ir para o jornal, enquanto escuto a rádio e ouço a cada meia hora as mesmas perguntas: “que programa é esse?”, “você gosta disso?”, “o que que conta?”, acompanhado dos comentários “que programa bobo!”, “não sei como você ri”.
Cansada de ter que explicar cada seriado que começa (além das conversas sobre o a minha vida que tenho que mudar isso e aquilo e, arrumar mais o quarto, me alimentar melhor), vou para o computador. Lá estou eu, bisbilhotando o meu orkut animadamente antes de ir ralar. Minha mãe:
– Raquel, você tem que resolver logo a sua vida. Você tem que ir ao dentista hoje, pagar isso e aquilo.
– Tá bem, mãe. Depois eu faço isso.
– Tem que ser agora.
– Agora não, mãe. Vou sair pra trabalhar agora. (notem a tentativa de fuga!)
– Imagina, não tem problema. Vai pro jornal mais tarde.
– Depois, mãe.
– Procura aí o número na internet.
Intimidada pelo olhar do meu pai, que assiste à cena, entro no site da Telefônica e pego o número.
– Então depois a gente liga, mãe.
Pi pi pi pi pi pi pi pi pi pi pi pi pi (onomatopéia do teclado do telefone).
Só uma palavra para resumir minha condição nesse instante: indignada.
– Oi, é do dentista? tudo bom? Blablablabla… Preciso fazer uma avaliação hoje. A Doutora Regina está? – Sim. Ela vai falar com você (eu? quem disse que eu ia falar com ela naquela hora? Achei que tivesse dito “depois”)
Atendo, blablablabla, desligo.
– Pronto, agora você vai lá. Toma um remédio pra dor do seu siso nascendo passar. E vai pagar essas contas.
- Mãe. To atrasada. Fui pro jornal!
AAAAAAAAAAAAAARRRRRRRRRGGGGGGGHHHHHHHHHHH!!!!!!
Eu assumo. O Cruzeiro realmente não jogou bem na final da Libertadores. Não ia comentar nada sobre isso no blog, mas depois de ontem, como pode ser visto no vídeo, a galera enchendo a paciência resolvi comentar. “Vamos Vamos Cruzeirôôô!!!Vamos Vamos pra ganhar!!!Vou aonde você fôôôôr!!!Só pra ver você jogar!!!!
Com coração e muito amor!!!!”.
Ela sabia disso quando separou a camisa do time, guardada especialmente para a ocasião. Mas deu no que deu.
Ah não poderia deixar de repetir o que andam dizendo por aí: “ Galo é igual Elvis. Último show em 71 e todo mundo acha que não morreu”.
HAHAHAHHAHAHAHAHAHAHAHHHAHAHAHAHAHAHAHAHAH
Toma cambada!